sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Reflexões sobre a próxima peregrinação?!?!?!


Cruzeiro de Santo Toríbio de Astorga, em Astorga, no Caminho Francês

Fiz a imagem acima em 25 de junho de 2009, durante a 20ª etapa – de Hospital de Órbigo a Santa Catalina de Somoza (26,6 km) – de minha peregrinação pelo Caminho Francês a Santiago de Compostela, iniciada em Saint Jean Pied de Port. Foi a primeira de seis peregrinações a Santiago de Compostela.
Resgatei a foto em função das pesquisas que faço sobre a eventual – quem sabe? talvez? porque não? – próxima peregrinação ao universo de Santiago. Alargo para “universo” de Santiago, pois, na verdade, foco a possível peregrinação pelo Caminho Lebaniego. E há neste itinerário referências interessantes a Santiago, o apóstolo de Jesus, cujas relíquias na Catedral de Compostela dão sustentação ao fenômeno das peregrinações.
Para quem não sabe, e estou certo que muitas pessoas nada sabem sobre o que vou escrever, o Caminho Lebaniego é uma das quatro rotas de peregrinação incluídas em Bula papal que dispõe sobre Ano Jubilar, quando ao peregrino se concede a graça da indulgência plenária. As outras três rotas para as quais foram editadas Bula levam a Jerusalém, Roma e Santiago de Compostela.
A Bula é do Papa Julio II e data de 23 de setembro de 1512, quando se anunciou o Ano Jubilar Lebaniego todo ano em que o 16 de abril, Dia de Santo Toríbio de Astorga – sim o Santo do Cruzeiro da foto, na entrada de Astorga –, cair em domingo. É o que acontecerá em 2017! O anterior foi em 2006.
Em Compostela é Ano Jacobeo, ou Ano Santo Compostelano, quando 25 de julho cai em domingo. O mais recente foi em 2010 – quando lá estive após peregrinar o Caminho Português – e o próximo será em 2021.
As relíquias de Santo Toríbio estão no Monastério de Liébana. E, além delas, também está no Monastério a Lignum Crucis, ou “madera de la cruz”, que é maior pedaço da cruz de Jesus Cristo, referente ao braço esquerdo. A madeira é de uma espécie de árvore da Palestina e foi datada, por carbono 14, da época de Jesus. A datação por carbono 14 determina a idade de artefatos arqueológicos de origem biológica com até 50 mil anos.
Uma relíquia e tanto!
O Caminho Lebaniego compreende um traçado de 72,7 quilômetros. Tem início em San Vicente de la Barquera, localizado a cerca de 60 quilômetros de Santander, a capital da Comunidade Autônoma da Cantábria, no Norte da Espanha, e se estende até o Monastério de São Toríbio, em Liébana, situada aos pés do Maciço Central dos Picos de Europa, na Cordilheira Cantábrica.
Com certeza, apesar de curto, o relevo não torna o Caminho fácil de peregrinar. A sugestão dos guias é desafiá-lo em três dias: o primeiro de San Vicente de la Barquera a Cades, com 28,5 quilômetros... Ops. Para mim, está completamente fora de cogitação peregrinar quase 30 quilômetros de uma vez e ainda num primeiro dia. No meio de uma peregrinação é até suportável, como fiz várias vezes, mas, no primeiro dia, não. Ainda lembro dos 37 quilômetros de meu primeiro dia no Caminho Português, de OPorto a São Pedro de Rates, e tudo o que sofri nos nove dias seguintes até chegar a Compostela. No mínimo, esta primeira etapa de São Vicente de la Barquera a Cades deverá ser, caso minha peregrinação se concretize, dividida em duas!
A segunda etapa é de Cades a Cabañes, com 30,5 quilômetros... Absolutamente, não. Da mesma forma, este trecho haverá de ser, caso a peregrinação se concretize, fatiado em dois.
Já a terceira etapa, de Cabañes ao Monastério de Santo Toríbio, soma 13,7 quilômetros. Assim, em vez de três dias, minha peregrinação pelo Caminho Lebaniego seria realizada em cinco dias.
Hoje, faltam 197 dias para o início do 73º Ano Jubilar Lebaniego – de 21 de abril de 2017 a 21 de abril de 2018. Tenho algum tempo para refletir e me preparar para aquela que poderá ser minha sétima peregrinação pelo universo de Santiago. E aí explico porque envolvo Santiago, o apóstolo de Jesus.
Liébana está intimamente ligada ao monge mozárabe denominado Beato de Liébana (Ducado de Cantábria, Astúrias, 701 – Liébana, 798), que foi abade do Monastério de Santo Toríbio no século VIII, quando o lugar era denominado Monastério de San Martín de Turieno.
O Beato de Liébana é considerado importante personagem na Igreja pela posição intransigente contra a doutrina adocionista, disseminada especialmente na Espanha a partir do século II, que questionava a natureza divina de Jesus Cristo, afirmando que o homem Jesus de Nazaré era filho de Deus apenas por adoção.
Também escreveu o poema “O Dei Verbum” que exalta e promove o culto a Santiago no Norte da Espanha, proclamando a “Cabeza refulgente de España” e combinando a necessidade da ajuda divina contra a ocupação dos mulçumanos. Alguns anos depois, já no século IX, viria a ser descoberto o túmulo do Apóstolo em Santiago de Compostela – dando início às peregrinações.
Ou seja, tudo a ver. Desde já, recorro ao mantra: “Passa à frente, Santiago!”
Buen Camino!
#pedrasdocaminho

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Última Peregrinação a Santiago de Compostela...

Livro será lançado dia 23/07 na
Pinacoteca Benedicto Calixto

Pedindo desculpas aos amigos – suspendo por alguns dias as postagens sobre a peregrinação realizada em junho passado, pelo Caminho Inglês (junto com minha esposa Sandra), para divulgar o lançamento de meu novo livro, “A Última Peregrinação”, que acontecerá no sábado, 23, a partir das 17 horas, na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos.
Para apresentar a obra, convidei o amigo jornalista Nelson Tucci, que realizou a revisão dos textos e preparou o release abaixo. Obrigado, Nelson. Boa leitura, amigos. Aos que puderem comparecer, desde já agradeço. Buen Camino!
#pedrasdocaminho

Entre dúvidas e certezas, anjos e demônios,
cada um faz o seu Caminho...

Nelson Tucci

Quantas vezes você se permitiu questionar sobre as suas certezas? Quantas vezes brigou com os seus demônios? Quantas vezes parou para refletir sobre as coincidências que permeiam a sua vida? Quantas vezes se perdoou? Quantas vezes tentou entender a morte? E... quantas vezes procurou sentir a vida em sua plenitude, captando os sinais mais sutis que lhe são enviados? Quantas? Tem certeza?
É neste profundo mergulhar em si mesmo, levando um papo reto com o seu eu, que o jornalista Luiz Carlos Ferraz constrói a sua obra. Passo a passo ele nos leva pelos Caminhos de Santiago, que são muitos: o Caminho Francês, o Português, o Aragonês, o Sanabrês... E quando tudo já parecia percorrido, ele volta ao início: o Primitivo, que poderia ter sido “naturalmente” o primeiro – cuja saga ambienta seu mais recente livro “A Última Peregrinação”, que será lançado em 23 de julho, a partir das 17 horas, na Pinacoteca Benedicto Calixto, na orla da praia do Boqueirão, em Santos.
A obra nos sugestiona ao raciocínio de que se está sempre recomeçando? Ou teria sido esta apenas uma coincidência? Os quase 2.000 quilômetros percorridos a pé, em seis anos (distância equivalente de São Paulo a Montevidéu), mostram mais que o propósito de se descobrir. Revelam o caminho da fé. A fé em Deus, nos milagres, nas coincidências... e por conseguinte a fé em si próprio. A fé reforçada de que é possível – e necessário, talvez? – o exercício da construção, da desconstrução e da reconstrução do humano, do Ser individual. A fé de que o leitor poderá ser sugestionado ao autoconhecimento e buscar as suas certezas. Ou descobrir as dúvidas latentes... 
A fé que move montanhas – como nos ensina o dito popular – é a mesma fé que põe o Ser em pé, para olhar adiante, nos ensina Ferraz. Muito além dos imponentes edifícios medievais e dos singelos “pueblos”, dos embrutecidos muros que separam e das providenciais pontes que unem, o jornalista dá uma aula de história, apresentando um pouco do berço da Humanidade pelo território europeu.
Até chegar à Praza do Obradoiro e reencontrar Santiago, o autor nos desvela, com simplicidade e honestidade, muitas dúvidas. E o faz com a mesma simplicidade da qual são dotados os grandes homens, e com as dúvidas que assomam a todas as mentes privilegiadas. Mas pare de se preocupar! Pois citando trechos do Evangelho, Luiz Carlos Ferraz nos leva à reflexão sobre o porquê de se enveredar pelos caminhos de escolhas muitas vezes fúteis e alerta para que não se abandone o essencial. Recorre às Escrituras: “Os que não conhecem a Deus se preocupam com todas estas coisas, mas vós tendes um Pai celestial que bem sabe o que necessitais... Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.
E de forma direta, o autor nos convida à Caminhada: “Pouco conhecia sobre o Caminho Primitivo quando decidi peregriná-lo em junho de 2015. Sabia que se tratava do primeiro entre os Caminhos a Santiago de Compostela, mas não tinha consciência de que peregrinaria um dos mais difíceis, talvez o mais difícil entre os Caminhos que convergem às relíquias do apóstolo de Jesus, Tiago Maior, rico em paisagens extraordinárias, como no trecho em que atravessa a Cordilheira Cantábrica, que separa, ou une, o Principado das Astúrias e a Galícia. Como consegui vencer este desafio é o que relato neste livro”.

Santiago é aqui!

O lançamento de “A Última Peregrinação” é uma realização da Titan Comunicação, com patrocínio de Real Consultoria Imobiliária, Pet Memorial, Engeplus Incorporadora e Construtora, Apply Auditores Associados, Ferreira & Cheganças Materiais para Construções, Unisanta, Stiletto, Translitoral, Le Ayres Fotografia Profissional, Toads, Sweet Salt Gourmet, Jornal Perspectiva, Rádio City 102 FM e Prefeitura de Santos.
Metade da renda obtida com a venda dos livros será doada à Casa da Esperança de Santos. A instituição é mantida pelo Rotary Club de Santos e atende crianças e adolescentes portadores de paralisia cerebral. Os livros estarão à venda na Realejo e Nobel, no Gonzaga, em Santos, e poderão ser solicitados pelo e-mail titan.com@uol.com.br, telefones (13) 3284.2373 / 9.9147.6668.

A Pinacoteca Benedicto Calixto está localizada na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, Bairro Boqueirão, em Santos, com estacionamento pela Avenida Dr. Epitácio Pessoa, 100.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Mistérios do Caminho...

Desfrutar a magia do Caminho e encontrar o que tanto se busca numa peregrinação

A evolução de nossa peregrinação pelo Caminho Inglês a Santiago de Compostela, ao completarmos ontem (na verdade, este “ontem” foi 20 de junho!!! É que, após chegar a Santiago, só agora estou tendo tempo de completar este texto...) a sexta e penúltima etapa, entre Bruma e Sigüeiro, só poderia nos levar ao encontro do que tanto buscamos ao decidirmos enfrentar este desafio. Afinal, nossa peregrinação – muito mais do que uma viagem física, marcada pelo esforço de caminhar quilômetros por paisagens fascinantes da Galícia –, nos proporciona uma viagem de reflexão, para um encontro interior. Posso dizer que tanto para mim quanto para Sandra, o entendimento é que esta é uma oportunidade única para reafirmarmos nossas convicções, sobre o que somos e o que queremos para nós e para os que nos são queridos, e, naturalmente, tentarmos entender e compreender este amor que nos une e nos anima a viver.
No contexto de uma peregrinação que evolui em etapas, desde nossos primeiros passos em Ferrol – ou antes, ao desembarcarmos em Londres, para nos conectarmos com o pensamento dos peregrinos medievais que ali iniciavam o seu Caminho Inglês; ou ainda, ao nos despedirmos do Brasil... –, a linha do tempo da sexta e reveladora etapa tem seu início ao deixarmos o albergue público de Bruma, caminharmos cerca de 25 quilômetros durante quase sete horas, e sermos acolhidos no albergue particular de Délia, sob as mãos da hospitaleira Maria José, que é filha da senhora que dá nome ao estabelecimento.
Após uma noite de descanso em Bruma, num albergue absolutamente lotado – e que não teve capacidade para acolher um grupo de jovens peregrinos que foram alojados no centro poliesportivo... –, não ao acaso, adotando nosso ritmo e princípio peregrino de “desfrutar e buscar”, fomos os penúltimos a deixar o local. Era por volta das 7h40 e uma neblina ainda cobria a rua principal da bucólica Bruma. Quem saiu antes, efetivamente, saiu no escuro. Os primeiros saíram com pequenos faróis na cabeça, podendo gerar dúvidas consequentes sobre o que desfrutar do Caminho ao peregriná-lo no escuro... Mas, enfim, cada um faz o seu Caminho...
Para mim, que somo alguma experiência por outras cinco peregrinações a pé pelos Caminhos de Santiago, e para a Sandra, que está estreando, foi uma etapa dura – não uma “rompe piernas” como as três anteriores, mas um trecho largo, muitas vezes com nossos passos sobre o asfalto de estradas vicinais; mas também belo, atravessando pueblos esquecidos e bosques perfumados – num dos quais ouvimos, pela primeira vez neste Caminho, o canto do cuco. E, ao contrário das etapas interiores, que nos presenteou com chuva e temperatura amena, desta vez sentimos na pele o sol estupendo desta Primavera galega.
Em síntese, uma perfeita integração entre este ambiente favorável e nosso ânimo peregrino, de desfrutar e buscar... Afinal, levando ao máximo a ideia de que o turista, viaja; o andarilho, anda; e o peregrino, busca!
Além de tudo, ao optarmos pelo albergue de Délia, nos surpreenderíamos ainda mais...


#pedrasdocaminho

domingo, 19 de junho de 2016

Etapas “rompe piernas”

Bosques, sim, num sobe e desce constante nas montanhas da Galícia

Talvez tenha exagerado ao me referir num post abaixo, sobre a terceira etapa de nossa peregrinação pelo Caminho Inglês a Santiago de Compostela, de que ela havia sido do tipo sonho de todo peregrino. Hoje faço mea culpa, pois, no entusiasmo de termos completado o percurso, me referi apenas aos bosques perfumados e aos pueblos perdidos no tempo..., para compor a poesia do Caminho. Efetivamente, me esqueci do sobe e desce constante em todo o percurso de 20 quilômetros, que é efetivamente a característica que faz a referida etapa de Pontedeume a Betanzos ser citada nos guias como “rompe piernas”.
As dores no corpo, contudo, foram arrefecidas pelo entusiasmo, proporcionando um ânimo decisivo para que terminássemos o dia em alto astral, visitando o rico patrimônio de Betanzos e comemorando no Miranda, premiado algumas vezes por oferecer a melhor tortilha da Galícia, quiçá do mundo. Realmente, campeã!
Enfim, para que mais uma vez não seja desprezada a geografia da quarta etapa de nossa peregrinação, de Betanzos a Presedo, com raquíticos 11,8 quilômetros, deve ser enfatizado que o trecho possui todas as características que fizeram o esplendor da anterior. Ou seja, ainda que bem mais curta, houve preciosos momentos de bosques perfumados e pueblos... e, conforme é possível avaliar neste momento enquanto descansamos no albergue de Presedo, também foi repleta de subidas e descidas, uma autêntica “rompe piernas”.
Ah! Originalmente, este texto deveria ter sido postado ontem, 18, conforme pedido de desculpa apresentado no post anterior. Pois hoje, ao final da peregrinação da quinta etapa de nosso Caminho Inglês a Santiago de Compostela – de Presedo a Bruma, com 15,1 quilômetros –, informo que esta também deve ser elevada ao status de uma “rompe piernas”... Entre subidas e descidas, após 7 quilômetros desde Presedo, somos presenteados com uma subida estupenda, durante 2 quilômetros, de 147 para 355 metros – aliás, o ponto mais alto do Caminho Inglês!!!
Felizmente, como as duas anteriores, enfrentamos bem esta etapa, alegres com a companhia da amiga santiaguense Carmen Vázquez Nolasco, que trouxe o querido pai Lizardo, que em poucos dias completará 75 anos e surpreendeu a todos com sua vitalidade e alegria de viver.
Viva Santiago!

#pedrasdocaminho

Ânimo, com a companhia de Carmen e seu pai Lizardo, para enfrentar mais uma etapa, do tipo sonho de peregrino. Ou não?


Exemplares de livros de minha autoria no ponto mais alto do Caminho Inglês

Ah! Betanzos


Santiago Mata Mouros no portal, da Igreja de Santiago: séculos XIV-XV

Com atraso de dois dias, pela falta de uma conexão honesta neste ponto da Galícia, seguem informações sobre o final da terceira etapa, realizada em 17 de junho, e considerações sobre a quarta (18) e quinta (19, hoje), com chegada em Hospital de Brumas...

O estupendo casco histórico de Betanzos, ao final de nossa terceira etapa do Caminho Inglês a Santiago de Compostela, conserva edifícios cuja arquitetura é referência na Espanha, pois refletem um período de vigor da Galícia. Fundamental ao peregrino é que junto a essas construções, também ocupando um antigo prédio restaurado, está o bem equipado Albergue de Peregrinos “Casa da Pescadería”, mantido pela Xunta da Galícia. A localização facilita desfrutar a beleza artística das construções – ainda que, na maior parte das vezes, apenas das fachadas, pois o horário de abertura nem sempre coincide com o final da peregrinação diária.
Ao circularmos por algum desses edifícios, tivemos a oportunidade de conhecer o interior apenas da Igreja de Santa Maria de Azougue, erguida durante os séculos XIV-XV. Esta igreja, junto com a Igreja de Santiago, edificada nos séculos XIV-XV sobre uma estrutura românica anterior, e a de São Francisco, originariamente construída no século XIV, são exemplos do gótico galego e conservam em seu interior inúmeros sarcófagos.
O edifício do Concello é um prédio reformado do final do século XVIII, e possui em seu interior vestígios do século XVI. Afirma-se que suas varandas foram, ao longo dos séculos, testemunhas privilegiadas dos episódios mais relevantes da história da Espanha.
O Pazo de Bendaña, onde está a Torre do Reloxo, é uma construção do século XV. A edificação foi reformada no século XVII e adotou a atual concepção barroca. Já a Torre é datada do século XVI e está colada à Igreja de Santiago, sem, contudo, fazer parte daquele patrimônio...
Ah! Mas, Betanzos tem muito mais a oferecer a quem dispõe de tempo para investigar, o que, no entanto, nem sempre é o caso de peregrinos...

#pedrasdocaminho


Altar-mor da Igreja de Santa Maria do Azougue: construída entre os séculos XIV-XV

Portal da Igreja de São Francisco: originariamente construída no século XIV

Torre do Reloxo: do século XV, colada à Igreja de Santiago