domingo, 13 de dezembro de 2020

Despedidas aos franciscanos

Paz e Bem: saudação franciscana no altar-mor do Santuário do Valongo

Lembro do 13 de dezembro, em 2015, ao ser anunciado o Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia de 2016, quando foi aberta a Porta Santa do Santuário Santo Antônio do Valongo, em Santos, numa singela cerimônia presidida por Frei Hipólito Martendal (OFM), que comemorou com a comunidade os 50 anos de seu ordenamento sacerdotal.


Abertura da Porta Santa do Santuário do Valongo

Ao recordar a marcante presença dos franciscanos da OFM em Santos (desde o século XVII) - num trabalho fantástico junto aos pobres da região central da cidade e morros, disseminando o verdadeiro espírito de São Francisco -, a expectativa é grande pela entrega do Santuário (fundado em 25 de janeiro de 1640) à gestão do Instituto Missionário Servos do Senhor, criado em 8 de setembro de 2005, na Bahia, pelo bispo José Edson Santana de Oliveira, atual presidente da Pastoral dos Nômades do Brasil, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Ao dar despedidas aos irmãos franciscanos e também boas vindas aos iniciados pelo IMSS, o sentimento é de perplexidade pelo desprezo com que está sendo tratada a sociedade católica de Santos e região.


Presença de Francisco em Santos desde 1640: respeito!

Paz e Bem + Buen Camino!

#pedrasdocaminho

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

“Como um rio” revela encontros no Caminho de Santiago

Estarei “ao vivo” no Face nesta segunda 12, a partir das 16h

Após oito livros-reportagem sobre minhas peregrinações pelo Caminho de Santiago, brindo os leitores com minha primeira obra de ficção. Para falar sobre ela, estarei “ao vivo” em minha página no Facebook, em www.facebook.com/CebolaFerraz, nesta segunda-feira 12, a partir das 16 horas.

"Como um rio – Encontros no Caminho de Santiago" traz personagens misteriosos, ora divertidos, às vezes dramáticos, oferecendo curiosas reflexões sobre a tradicional rota de peregrinação cristã.

Criar uma ficção inspirada no Caminho era um sonho antigo, desde minha primeira peregrinação, em 2009. “Como um rio” sintetiza minhas experiências nessas jornadas em busca de autoconhecimento e devoção ao Apóstolo de Jesus.

Admito que desconhecia essa minha veia literária, uma vez que na condição de jornalista sempre me pautei pela verdade e objetividade. Escrever uma ficção exigiu outro exercício mental, mas deveras interessante e desafiador.

O histórico Caminho de Santiago com seus diletantes e por vezes delirantes personagens é capaz de transportar o leitor ao longo dos séculos, desde o período medieval até os dias atuais, envolvendo-o às incertezas geradas pela pandemia.

A obra é uma grata surpresa para quem aprecia uma leitura fluida, repleta de referências, e quer inspirar-se na mística da peregrinação.

A vida do peregrino é como um rio. E assim também é a vida de Manolo, um pescador da Galícia, no noroeste da Espanha, que mergulha num mar de emoções ao peregrinar o Caminho de Santiago. Uma peregrinação carregada de encontros e desencontros, inusitados e inesperados, numa constante fuga das sombras do passado e uma busca que ele próprio hesita em compreender.

É a parábola de uma caminhada que inicia num olho d’água, como uma inspiração, para atravessar veredas inescrutáveis; que deixa à margem o imprestável e carrega apenas o necessário, com a certeza de que ao final alcançará a meta, que pode ser o impreciso mar, assim como a fraternidade do irmão, o amor ao próximo, o perdão dos pecados, enfim, a paz anunciada nas sagradas escrituras.

Sou autor da trilogia "Pedras do Caminho" e de outras cinco obras que relatam minhas peregrinações nos vários itinerários do Caminho de Santiago – como o Francês, Português, Aragonês, Sanabrês, Primitivo e Inglês –, além da rota tangencial, Caminho Lebaniego, e a célebre peregrinação de Francisco, de Assis a Compostela.

O livro no formato e-book está disponível com exclusividade no portal Amazon.

Buen Camino!

 

MEMÓRIA / LIVROS PUBLICADOS

Trilogia “Pedras do Caminho”:

“Meu Encontro no Caminho de Santiago”, sobre o Caminho Francês, peregrinado em 2009, 800 km em 29 etapas (Editora Titan/2013);

“Sentido do Perdão no Caminho de Santiago”, sobre o Caminho Português, 240 km em 10 etapas, feito em 2010 (Titan/2014); e

“Busca sem fim no Caminho de Santiago”, sobre o Caminho Aragonês, 190 km em 7 etapas, realizado em 2012 (Titan/2015).

Série “Descobrindo novos Caminhos”, com 5 títulos:

“Descobrindo novos Caminhos, as pedras do Caminho Sanabrês”, sobre o Caminho Sanabrês, 423 km em 16 etapas, peregrinado em 2013 (Titan/2015);

“Passos do Amor – A Peregrinação de Francisco, de Assis a Santiago de Compostela”, concretizado em 2014 (Titan/2015);

“A Última Peregrinação, Lágrimas no Caminho Primitivo”, sobre o Caminho Primitivo, 312 km em 13 etapas, peregrinado em 2015 (Titan/2016); e

“Juntos no Caminho de Santiago, as pedras do Caminho Inglês”, sobre o Caminho Inglês, 120 km em 7 etapas, peregrinado em 2016 (Titan/2017). O conteúdo de “Juntos no Caminho de Santiago” lhe valeu o segundo lugar, na categoria “Peregrinos”, no II Certame Internacional de Investigação do Caminho Inglês, promovido pelo Conselho de Oroso, na Galícia.

“Lebaniego, Uma rota tangencial do Caminho de Santiago”, sobre o Caminho Lebaniego, 69,4 km em 5 etapas, peregrinado em 2017 (Titan/2018).

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Recuperando...

Caminho: movimento dobrou em relação a julho

Lentamente, o Caminho de Santiago se recupera... Em agosto foram contabilizados pela Oficina de Acolhida ao Peregrino da Catedral de Santiago de Compostela exatos 19.812 peregrinos (10.599 homens e 9.213 mulheres), menos de 1/3 dos 62.814 peregrinos (31.457 mulheres e 31.357 homens) registrados no mesmo mês de 2019.

Em relação ao mês anterior, contudo, o movimento dobrou, pois em julho foram recepcionados 9.752 peregrinos (5.400 homens e 4.352 mulheres) – muito aquém de julho do ano passado, com 53.319 peregrinos (27.541 mulheres e 25.778 homens).

Por outro lado, as últimas notícias de “La Voz de Galícia” informam que... “La Xunta ha extendido las restricciones del aforo de los locales y las reuniones a los municipios de Pontevedra y Ponteceso al tiempo que ha levantado estas limitaciones en gran parte de la comarca de A Coruña y en Santa Comba. Lo hace en un día en el que las cifras de evolución de la epidemia son especialmente malas tanto en la comunidad como en el conjunto de España. En Galicia se han vuelto a superar los 300 positivos diagnosticados en una jornada y son más de 4.300 los casos activos, con otras siete víctimas mortales en 24 horas, cifra que no se registraba desde principios de mayo. Solo en la residencia de O Incio son ya 17 los fallecidos, que se elevan a 671 desde el inicio de la epidemia en la comunidad. En el conjunto del país se han sumado otros 8.866 casos, 4.410 en una sola jornada, 1.728 de ellos en Madrid”.

Buen Camino!

#pedrasdocaminho

sábado, 8 de agosto de 2020

Nunca mais!

Caminho de Santiago: abatido pela pandemia

Por mais doloroso que possa ser, mas se até agora você não peregrinou o Caminho de Santiago, nunca mais saberá o que isto significa ou poderia significar em sua vida. Minha sinceridade poderá incomodar e parecer cruel. Chego a admitir que alguns, talvez muitos, passarão a me odiar por manifestar esta opinião. “Poderia ter permanecido calado”. Sim, poderia. E continuar me sufocando e fazendo planos de como haverá de ser o meu retorno.

A verdade é uma só: a pandemia, efetivamente, acabou com o Caminho de Santiago. Pelo menos do jeito que se tornou conhecido ao longo de 12 séculos.

Este é o meu sentimento após tormentosas reflexões nos últimos meses, nas últimas semanas, nos últimos dias – quando ainda é incerta uma vacina eficiente contra o novo coronavírus. Aliás, mesmo que ela venha, o que pode acontecer em setembro, outubro, ou nas eleições dos Estados Unidos, o fato é que, mesmo com uma, ou mais vacinas, independentemente de sua eficácia, muito pouco, ou quase nada se sabe sobre como é e qual será o comportamento do vírus.

2021 é Ano Jubilar. Lamentavelmente, o Caminho de Santiago vive uma tragédia. Claro que este planeta é outro e ainda é cedo para estabelecer parâmetros do “novo normal” – apenas um eufemismo para uma situação que jamais poderá ser considerada normal. Mas não me importa falar sobre as relações humanas no trabalho, no transporte, nas cidades, no dia a dia. Estou farto do noticiário.

O que me importa é o Caminho de Santiago, sobre o qual reflito e sonho (sem exagero) a cada instante. Seja de noite, e mesmo de dia, me vejo percorrendo o solo sagrado do Caminho Francês, do Português, do Aragonês, do Sanabrês, do Primitivo, do Inglês, do Lebaniego, atravessando bosques, campos de trigo, pisando nas pedras de antigas vias romanas. E após cinco, seis, sete horas de peregrinação, depois de ouvir o som do Caminho e me surpreender em encontros, desencontros e combates comigo mesmo, chegar ao albergue para ser acolhido pelo hospitaleiro, rever peregrinos, trocar experiências.

Da forma semelhante, reflito e ajo a cada instante (sem exagero) diante da pandemia, sobre os cuidados para me prevenir da contaminação do inimigo invisível. Usar máscara, manter as mãos limpas e afastadas da boca, nariz, olhos. Afinal, o vírus pode estar circulando ou estacionado em qualquer lugar e a qualquer hora. Seja no elevador do edifício, na maçaneta de alguma porta, no carrinho do supermercado, na cabine do avião, nos ambientes sob refrigeração, ou flutuando no ar que se respira nas ruas e avenidas. É interminável a lista de possibilidades.

Tenho medo do Caminho de Santiago.

Tenho medo de sair de casa.

Ouço e leio relatos sobre pessoas que foram contaminadas e tenho medo de contrair a Covid-19, ser internado às pressas com dificuldade para respirar, ser rebaixado, entubado a um respirador artificial, se houver, e passar dias, semanas, vegetando num ambiente gelado de UTI. E por algum motivo, depois do abandono total, não voltar mais para casa, para o lado de minha esposa Sandra e de meu cão Billy. E ter, enfim, a certeza de que nunca mais hei de voltar ao Caminho de Santiago; pois estarei morto e mortos não caminham.

Alegro-me, contudo, ao constatar que faço parte de uma geração que teve o privilégio de peregrinar os últimos dias do Caminho de Santiago. Sim, os últimos em que era possível viver intensamente as virtudes que permeiam a tradicional rota de peregrinação, como o amor, a amizade, a fraternidade, a solidariedade. A vontade incontida de retribuir com abraço o peregrino que te estende a mão. O beijo involuntário no hospitaleiro que te acolhe e, a pretexto de te curar as bolhas dos pés, ouve tuas aflições e te aquieta. O toque dos lábios na mão do religioso que te abençoa ou na imagem do santo ou na cruz que te conforta. O cumprimento respeitoso no morador do pueblo, que te oferece uma fruta, um copo d’água, ou apenas lhe deseja Buen Camino!

Dormi em muitos albergues, públicos e particulares, pensões, hotéis, e sei do potencial de contaminação que esses locais são capazes de proporcionar. Alguns oferecem quartos insalubres, mal ventilados, apertados, beliches amontoados, com roupas de cama nunca trocadas, e com apenas um ou dois banheiros para atender 16, 20 pessoas – quando não 50, 100. Em cada espaço é notória a falta de higiene. Muitas vezes sem hospitaleiro, fica a critério do bom senso do peregrino ao lado a manutenção da limpeza. E tudo, absolutamente tudo, acaba sendo deixado para lá; relegado a segundo ou terceiro plano, sob a alegação de que se está em peregrinação, e que se caminha sob a proteção do Apóstolo Santiago, o preferido de Jesus.

Rezemos!

Passada talvez a primeira onda da pandemia, logo após a Espanha vencer o pico das 700 mortes diárias – quando já se anunciava a retomada de atividades – era possível constatar o desespero de donos de albergues do Caminho. O sintoma da insensatez era evidente depois de mais de 100 dias sem trabalho. O convite ao peregrino revelava a disponibilização de um protocolo reduzido de segurança, aparentemente definido pelo proprietário do albergue sem qualquer controle das autoridades sanitárias. Algo como álcool em gel para as mãos; um local para colocar as botas; nenhuma referência sobre máscara; redução no número de beliches, em vez de 10, apenas oito; e muita vontade em receber o peregrino.

Tudo errado.

O apelo agoniado era para o pagamento antecipado de uma eventual estadia.

Evidente que não era possível levar a sério a pretensão de se voltar às atividades sem a definição de um modelo sanitário adequado ao Caminho de Santiago. Afinal, o faturamento sempre aconteceu na bagunça, com a casa cheia.

Paralelamente, a curva da pandemia subia de forma preocupante em vários países, como Estados Unidos e Brasil. Enquanto os americanos sofriam com 2.000 mortes diárias, o Brasil contabilizava 1.000 mortos por dia – números que aqui se mantiveram até o final de julho, quando a pandemia estacionou num elevado índice e fez com que o brasileiro passasse a ser classificado como persona non grata, em vários países, incluindo, desgraçadamente, Espanha e Portugal.

Passou a ser uma contradição continuar convidando o peregrino brasileiro. As próprias companhias áreas, operando com voos reduzidos e pressionadas pela comunidade internacional, começaram a fazer exigências severas para desmotivar uma viagem com a singela finalidade de peregrinar o Caminho de Santiago. Afinal, não se trata de uma viagem “essencial”.

Obrigado. Aviões e aeroportos estão no topo da lista entre os locais com maior risco de contaminação pelo novo coronavírus.

Cada vez mais desmascarado, o debate revelou o cinismo do interesse mercantil, na insana tentativa de sobrepujar o espírito do Caminho de Santiago, quando um esperto da Galícia fez com que a imprensa divulgasse a pretensão do Cabildo do Catedral de Santiago de Compostela de pleitear ao Papa Francisco a extensão do Ano Jubilar de 2021, o Xacobeo2021 – quando, historicamente, a busca por indulgência plenária tende a aumentar a afluência de peregrinos a Compostela. Ou seja, para que Francisco declare Santo, de forma extraordinária, o ano de 2022, embora o Dia de Santiago, 25 de julho, não venha a cair em domingo, mas numa segunda-feira. Seria uma compensação pelo anunciado fracasso financeiro.

Absurdo!

Naturalmente, um ou dois dias depois, instado a confirmar a ambição, o porta-voz do Cabildo tratou de negá-la. Mas, pelo sim, pelo não, a ideia já estava lançada; do tipo, “se colar, colou”. Por ora, não colou. E a Santa Sé está muda.

Visionário, ou buscando me manter coerente com minhas convicções religiosas, olho o Caminho de Santiago como dádiva de Deus, a oportunidade de experimentar a peregrinação ao túmulo do Apóstolo e tornar-se melhor. A ocasião para qualquer um ter a felicidade de encontrar respostas para dúvidas e necessidades espirituais.

Não vejo o Caminho de Santiago como um negócio.

Não, absolutamente, não.

O detrator será ordinário: “Sim, mas você escreve livros sobre o Caminho e ganha dinheiro” – como li num post em rede social, assinado por alguém que tentou se aproveitar da farsa de um tal “Caminho de Santiago brasileiro”.

Reitero o que já registrei neste blog, que não existe e nunca existirá Caminho de Santiago no Brasil, a famosa rota medieval de peregrinação cristã, Patrimônio Cultural de Humanidade.

Escrevi, sim (e continuarei a escrever, pois assim sou...), oito livros sobre o Caminho de Santiago. Sobre sete peregrinações que fiz, uma delas ao lado de minha esposa; e, de forma especial, sobre a peregrinação de São Francisco, desde Assis. E mais: parte da renda da venda desses livros destinei a instituição santista que cuida de crianças portadoras de paralisia cerebral, assim como a santuário franciscano e a igreja anglicana que me ajudaram na divulgação das obras.

Foi assim, com alegria e sem nenhuma pretensão de enriquecer, que compartilhei as experiências conquistadas no Caminho de Santiago e reparti os frutos gerados por elas.

Quero voltar ao Caminho de Santiago, e como quero voltar ao Caminho de Santiago. Sei que não encontrarei mais o Caminho de Santiago que conheci, pois, em harmonia com o que disse no início, este Caminho de Santiago não existe mais. Mas não sei quanto tempo, anos, décadas, durará o impacto da pandemia sobre o verdadeiro espírito do Caminho.

Por ora, como Elias (1 Reis 19, 9-11, 13), espero uma brisa tênue...

Buen Camino!

#pedrasdocaminho

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Não é um Buen Camino!


Uso indevido do nome Caminho de Santiago numa trilha qualquer...

No Brasil dos absurdos, há quem insista em pensar que na pandemia vale tudo!
Pois, no momento em que nos aproximamos da triste marca das 80 mil mortes pela Covid-19 – o que é comparável a um atentado omissivo contra a Humanidade, no quesito Direitos Humanos –, pessoas sem noção pretendem fazer festa, no Sul do país, para cometer tipo semelhante de atentado contra a Humanidade.
No caso, a agressão é contra o Caminho de Santiago, a tradicional rota medieval de peregrinação cristã existente na Europa, e que leva às relíquias do Apóstolo de Jesus, Tiago Maior. Trata-se de um itinerário reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
Lamentável que a farsa está sendo anunciada e haverá de ser perpetrada – se não surgir alguém de bom senso que impeça a pantomima! – no próximo dia 25 de julho, quando é festejado o Dia de Santiago. Dia Santo na Espanha, que tem o Apóstolo como seu Patrono.
O uso indevido da denominação e das marcas do Caminho de Santiago numa trilha qualquer em Florianópolis, capital de Santa Catarina, já foi repudiado por este blog (veja o post de 28 de junho de 2017, em http://pedrasdocaminhodesantiago.blogspot.com/2017/06/farsa-em-santa-catarina.html) e mereceu a censura na época do então diretor gerente da S.A. de Xéstion do Plan Xacobeo, Rafael Sánchez Bargiela, que declarou-se indignado: “Não estamos de acordo com isso. O Caminho de Santiago é um caminho histórico, portanto, um caminho que busca recuperar as rotas que os peregrinos fizeram na Idade Média. E na Idade Média não havia peregrinos jacobeos no Brasil”.
Parem com isso!
Inventem outro nome!
Trilha do Manezinho, Trilha Preparatória...
Jamais Caminho de Santiago!
Este não é um Buen Camino!
#pedrasdocaminho