quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Revelações do Caminho na Pinacoteca Benedicto Calixto

Capa dos livros "Busca sem fim" e 
"Descobrindo novos Caminhos"

Sábado, 14 de março, a partir das 17 horas, na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, o público vai se surpreender com a tradicional rota de peregrinação cristã, surgida a partir do século IX, quando foram encontradas as relíquias de Tiago Maior, um dos 12 apóstolos de Jesus, que estão guardadas na cripta da catedral de Santiago de Compostela.
Em meio a exposição de fotos, exibição de vídeos e apresentação de música celta e do folclore galego, com o gaiteiro Luiz Henrique Castiñeiras e a flautista Mila Maia, estarei lançando dois livros: “Busca sem fim”, que encerra a trilogia Pedras do Caminho, e “Descobrindo novos Caminhos”, que demonstra que essa busca é mesmo sem fim e inaugura série sobre outras rotas de peregrinação que levam a Santiago de Compostela.
Que segredos se revelam ao longo do Caminho de Santiago de Compostela? Há segredos físicos e, sobretudo, espirituais que tento compartilhar com o leitor, em um texto leve, de observação aguçada, em busca do meu próprio "eu", mas atiçando a curiosidade de qualquer leitor.
As peregrinações revelam a busca de autoconhecimento pelo místico Caminho de Santiago – o que, de uma forma singela, é a parábola da luta diária em busca da plena felicidade –, ora tirando dúvidas, ora gerando outros questionamentos, enfim, proporcionando uma nova visão de mundo.
O projeto Pedras do Caminho foi idealizado para consolidar três grandes momentos pessoais: o primeiro revelou o encontro comigo mesmo; o segundo, ensinou-me o sentido do perdão, não só pelo que faço, mas especialmente por aquilo de bom que deixo de realizar; e o terceiro, enfim, me projetou um sentimento de busca sem fim, sem limites, o que foi definitivamente confirmado na quarta peregrinação.
Sempre alguém me pergunta: “Mas é preciso ir tão longe?”. Sinceramente, não sei. Talvez não, quem sabe?".
“Busca sem fim”
No livro que encerra a trilogia, abordo a tradicional rota tendo a oportunidade de relembrar as duas peregrinações anteriores e aprofundar o impacto do Caminho de Santiago em minha vida. É uma busca sem fim, por experiência, equilíbrio, autoconhecimento, enfim, por tudo que possa significar uma vida em equilíbrio.
“Busca sem fim” é ambientado no Caminho Aragonês, que inicia em Somport, na fronteira entre França e Espanha. O trajeto (até o encontro com o Caminho Francês, que peregrinei em 2009...) possui 190 quilômetros e durou oito dias, um dos quais me recuperando no Monastério de San Juan de la Peña... Além do aspecto pessoal, ao peregrinar o Caminho Aragonês conheci o rico patrimônio histórico, arquitetônico e cultural existente na rota, que cruza a comunidade autônoma do Aragão, formada pelas províncias de Huesca, Teruel e Zaragoza.
É nesse mundo de descobertas e desafios que relato a tradição de que o Santo Graal, o cálice sagrado de Jesus, permaneceu no Monastério de San Juan de la Penã de 1071 até 1399, após passar por diversas localidades. O Monastério que visitei e revelo inúmeras impressões...
“Descobrindo novos Caminhos”
Em “Descobrindo novos Caminhos” confirmo minha tese de que sim, essa busca por autoconhecimento, por respostas sobre a existência humana, enfim, pela felicidade, essa busca é mesmo sem fim no Caminho de Santiago.
Nesta quarta peregrinação, o pano de fundo é o fantástico Caminho Sanabrês, uma variante da tradicional Vía de la Plata, que inicia em Sevilha e segue até Astorga para encontrar-se com o Caminho Francês... Meu Caminho Sanabrês somou cerca de 420 quilômetros e foi peregrinado em 16 dias. O ponto de partida foi ainda na Vía de La Plata, em Zamora, um dos mansios da formidável rede de vias romanas que funcionou na Península Ibérica e está descrita no famoso Itinerário Antonino, do século III.
Com a quarta peregrinação, completei 1.653 quilômetros a pé pelos Caminhos de Santiago... Como afirmo no livro: “Caminhos que levam o peregrino ao reencontro consigo mesmo, com as relíquias do apóstolo de Cristo, com a mística de Santiago de Compostela, em busca de conhecimento, de autoconhecimento, de paz interior, de momentos de reflexão sobre a existência, sobre o que fez, o que faz e o que ainda pretende fazer nesta curta, porém, rica, bela, agradável... experiência de vida. Buen Camino!”
Santiago de Compostela
Reza a tradição que, após pregar na Espanha, Tiago Maior, apóstolo de Jesus e filho de Zebedeu e Maria Salomé, regressou à Palestina e foi decapitado por ordem do rei Herodes (41-44 d.C.). Seu corpo foi colocado numa barca de pedra e, milagrosamente, viajou da Palestina à Galícia... Uma história que realmente mexe com o sagrado e a capacidade de inquirição de cada um de nós.
Para quem ainda não me conhece, sou natural de Santos, no litoral do Estado de São Paulo, tenho 58 anos (completo 59 em 15 de março...) e exerço as atividades de jornalista e advogado. Diretor-editor da Titan Comunicação Ltda., sou responsável pela edição do Jornal Perspectiva, dirigido à indústria imobiliária. Já atuei em vários jornais, entre os quais, o extinto Jornal Cidade de Santos, do Grupo Folha da Manhã, e Diário do Grande ABC, de Santo André.
Iniciei a série de peregrinações pelos Caminhos de Santiago em junho de 2009, com o Caminho Francês. Em 2010, peregrinei o Caminho Português; em 2012, Caminho Aragonês; e em 2013, Caminho Sanabrês. Muito provavelmente voltarei outras vezes, porque a busca é sem fim. As viagens estão relatadas em www.blogcomcebola.zip.net (lotado) e continuam em www.pedrasdocaminhodesantiago.blogspot.com.br

. Título: “Pedras do Caminho III, Busca sem fim no Caminho de Santiago de Compostela”
. Autor: Luiz Carlos Ferraz
. Editora: Titan Comunicação Ltda.
. ISBN: 978-85-910810-4-2
. Formato: 21 cm x 15 cm
. Nº de Páginas: 152
. Preço: R$ 30,00
 . Título: “Descobrindo novos Caminhos, As pedras do Caminho Sanabrês a Santiago de Compostela”
. Autor: Luiz Carlos Ferraz
. Editora: Titan Comunicação Ltda.
. ISBN: 978-85-910810-5-9
. Formato: 21 cm x 15 cm
. Nº de Páginas: 152
. Preço: R$ 30,00
O evento que acontecerá na Pinacoteca Benedicto Calixto é uma realização da Titan Comunicação, com apoio de Pet Memorial, Engeplus Incorporadora e Construtora, Apply Auditores Associados, T-Recupera Engenharia, Ferreira & Cheganças Materiais para Construções, Unisanta, Stiletto, Divena, Capital Serviços Técnicos, Toledo Corretora de Seguros, Le Ayres Fotografia Profissional, Toads, Sweet Salt Gourmet, Rádio City 102 FM, Jornal Perspectiva e Prefeitura de Santos.
Metade da renda obtida com a venda dos livros será doada à Casa da Esperança de Santos. A instituição é mantida pelo Rotary Club de Santos e atende crianças e adolescentes portadores de paralisia cerebral.
Os livros estarão à venda na Realejo Livros, Bairro Gonzaga, em Santos, e poderão ser solicitados pelo e-mail titan.com@uol.com.br, telefones (13) 3284.2373 / 9.9147.6668.


A Pinacoteca Benedicto Calixto está localizada na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, Bairro Boqueirão, em Santos, com estacionamento gratuito pela Avenida Dr. Epitácio Pessoa, 100. Suas atividades têm patrocínio da Fundação Benedicto Calixto, Associação de Amigos da Pinacoteca, Embraport, Ecoporto Santos, Unisanta, BitCom, Terracom, General Sistema de Comunicação, Sistema A Tribuna de Comunicação, Porto Seguro e Prefeitura de Santos.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O Caminho no meu corpo...

Marcador de livro: presente
de minha irmã Carmen, de
Santiago de Compostela

– Mas, corro o risco de me quebrar?
– Não!
A resposta, assim mesmo seca, peremptória, como costuma ser a troca de informações com alguns médicos – sempre a exigir uma terceira, quarta, ou quinta opinião... –, aparentemente me aquietou e fortaleceu em mim a convicção de que peregrinarei sim, em junho próximo, o Caminho Primitivo, desde a Catedral de San Salvador de Oviedo, até as relíquias do apóstolo de Jesus, Tiago o Maior, guardadas na cripta da Catedral de Santiago de Compostela.
A resposta, é bem verdade, mais do que simplesmente reiterou meu ânimo, considerando que há algum tempo pesquiso e avalio as opções para, além de definir a data, traçar em quantas etapas será o meu Caminho Primitivo. Na penúltima avaliação, levando em conta os cerca de 320 quilômetros do trajeto, estava prevendo atravessá-lo em 19 (!!!!), sim, 19 etapas, cada uma delas com minguados 16,8 km...
Agora, contudo, ao praticamente cristalizar meu projeto, refiz os cálculos e minha pretensão é percorrer o Caminho Primitivo em 15 etapas, cada com cerca de 21 km, o que, convenhamos, fará uma diferença e tanto. E acho mesmo que é possível! Basta lembrar que caminhei os mais de 420 km do Sanabrês em 16 etapas, cada uma com cerca de 26 km. Tudo bem, mas isso foi há dois anos, em junho de 2013! O que falar então de quatro anos antes, em 2009, quando peregrinei os 800 km do Caminho Francês em 29 dias, com média diária de 27,5 km...
Sim, o inexorável tempo agindo sobre o meu corpo!
Não, não vou me quebrar! Isto também é uma questão de fé. Mas vai doer; sim, vai doer a coluna, com uma série de complicações, e vai doer o quadril, com outras tantas... Mas nada que um bom analgésico ou anti-inflamatório não resolva. O grande problema dessas drogas é tomá-las em dose exagerada e de forma contínua. E não será o caso. Um comprimido de 100 mg de aceclofenaco por dia, num lapso de 15, no máximo 20 dias, está dentro na margem de segurança. Ou não?
– O que o dr. acha? – pondero ao ortopedista que me escuta.
– Sim! – concorda, acrescentando de forma surpreendente: “Prefira o analgésico”.
Minha saúde, enfim, é questão crucial que me preocupa nesses tempos em que me preparo para retornar ao Caminho de Santiago. Uma questão que encontro tempo para aprofundar, compartilhar com as tarefas profissionais e me dedicar à organização do evento que acontecerá dentro de exato 1 mês (mas não 30 dias, considerando que este fevereiro terá 28 dias...), ou de exatos 28 dias, no qual estarei reunindo irmãos, amigos, peregrinos, parceiros, enfim, o povo em geral, para lançar mais dois livros de minha autoria sobre o Caminho de Santiago: “Busca sem fim”, que encerra a trilogia Pedras do Caminho, e “Descobrindo novos Caminhos”, que dá continuidade aos relatos de minhas peregrinações pelos Caminhos que levam a Santiago de Compostela.

“Mas não estaria de bom tamanho lançar um livro de cada vez?”, alguém insiste em me perguntar. Talvez. Não, acho que não. No prefácio de “Descobrindo novos Caminhos” tento esmiuçar a questão da trilogia, da simbologia do 3, numa tentativa, talvez vã, de explicar que o quarto volume, ao dar singela continuidade ao projeto perfeito de Pedras do Caminho, consolidado nas três fases propostas – do encontro comigo, da espiritualidade e do conhecimento –, na verdade não usurpa esta perfeição, mas se integra a ela e ao mesmo tempo oferece uma nova perspectiva, um novo olhar, confirmando que sim, essa busca pelo autoconhecimento, pela espiritualidade, pelo conhecimento... essa busca é mesmo sem fim. Buen Camino!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Fim da trilogia “Pedras do Caminho”


Peregrinos miram Artieda: as pedras do
Caminho Aragonês

Não é possível ignorar que desde a última postagem, imediatamente abaixo, percebi, senti, avaliei e reavaliei algumas dezenas de sinais, que aguardo e persigo para me orientar sobre o projeto de minha quinta peregrinação a Santiago de Compostela.
Um desses sinais, por sinal inquietante, veio após minha querida filha Juliana ler o referido texto e prever, com certa incredulidade, que talvez, quem sabe..., em junho de 2015 eu poderia trocar a prometida viagem a Los Angeles, onde fixou residência desde que foi admitida no seleto BAR da Califórnia, para me reencontrar no Caminho de Santiago.
Outro sinal, ou uma sequência de sinais, me abateu logo em seguida, desde o momento em que recebi a confirmação da Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, que o salão nobre de seu magnífico casarão branco, na avenida da praia do Boqueirão, estará a minha disposição em 14 de março de 2015 para lançamento do último volume da trilogia “Pedras do Caminho”.
Denominado “Busca sem fim no Caminho de Santiago”, o livro completa a saga iniciada com “Meu encontro no Caminho de Santiago”, lançado em março de 2013, e que teve o segundo momento em abril passado, com “Sentido do perdão no Caminho de Santiago”. Enquanto o primeiro narra a peregrinação feita em 2009 pelo Caminho Francês e o segundo, a de 2010, pelo Caminho Português, “Busca sem fim...” foca o Caminho Aragonês, peregrinado em 2012.
O evento, contudo, também apresentará o primeiro volume de uma nova série, denominada “Descobrindo novos Caminhos”, que relata a peregrinação realizada em junho do ano passado pelo Caminho Sanabrês. Ou seja, em vez de um, serão lançados dois livros sobre o Caminho de Santiago – o que, convenhamos... é bom sinal!
Pois então, a partir de confirmada a reserva do belo espaço de cultura, fui contemplado com outros sinais, sintetizados em manifestações de amigos empresários, alguns dos quais confirmaram apoio mediante a liberação de recursos – que serão somados para que possa contratar a impressão dos exemplares e custear diversos itens de infraestrutura.
Claro que, embora lamente e entenda a negativa de empresários amigos que estiveram presentes nas versões anteriores, continuo aguardando o apoio de outros (os interessados podem enviar e-mail para luizferraz@uol.com.br) para que seja possível preparar um evento agradável, rico em detalhes, e que leve os presentes a emocionar-se e surpreender-se com a mística do Caminho de Santiago!
Hoje, apesar de todo rigor cético com que procuro nortear minhas ações, tenho certeza que em 14 de março do próximo ano, um sábado, a partir das 17 horas, estarei lançando na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, o livro “Busca sem fim”, que encerra a trilogia “Pedras do Caminho”, e apresentando a nova série “Descobrindo novos Caminhos” – em meio a um fraterno encontro de amigos com fé, peregrinos de coração, com exposição de fotos, vídeos, música galega, em clima de “Santiago é aqui!”.
Parafraseando a ladainha dedicada a Maria, desde já passo a repetir: Passa à frente, Santiago!

sábado, 15 de novembro de 2014

Aguardo sinais...

Concha de vieira encontrada na areia da praia de Santos: contundente!

“Hoje, ao despertar, 3 de junho (neste momento, já no Aeroporto Internacional de São Paulo), dia em que inicio o Caminho..., busquei sinais. Nada que me qualifique como uma vítima do TOC, aquele transtorno obsessivo compulsivo que ficou conhecido na pele do Rei Roberto Carlos. Algo místico, talvez, apenas para sinalizar que o dia será coroado de êxito, como se todos os dias não o fossem, pela simples comprovação numa primeira suspirada.
Caiu a casquinha de minha penúltima espinha do rosto! A unha do dedão da mão direita cresceu o suficiente e fez desaparecer a marca do hematoma que havia abaixo, causado por uma mordida despretensiosa da Lady! Pelo sim, pelo não, mantive a rotina e fui para o escritório trabalhar numa última (¿) (por onde anda a tecla do sinal de interrogação¿¿¿) tarefa...”.

Os dois parágrafos acima não são inéditos. Eles fazem parte do capítulo “Eu e mais...”, do segundo volume da trilogia “Pedras do Caminho”, que focou o sentido do perdão no Caminho de Santiago. O texto foi elaborado em junho de 2010, pouco antes de peregrinar o Caminho Português a Santiago de Compostela. O livro foi lançado em abril deste ano, na Casa do Trem Bélico, no Centro Histórico de Santos – e o terceiro e último volume da trilogia, denominado “Busca sem fim”, sobre o Caminho Aragonês, tem lançamento programado para março de 2015...
Lembro sempre das reflexões que me inquietavam antes do embarque para a Península Ibérica e citei o trecho porque o considero muito atual e sintetiza meu sentimento agora, quando decido sobre minhas opções de vida – e como é bom tê-las!!! –, deixando aflorar com mais intensidade este meu lado místico.
Nestes dias, como naquele, estou em busca de sinais, uma busca silenciosa, que ameniza minha ansiedade, ao mesmo tempo em que a provoca, com ideias que me deixam em paz e ao mesmo tempo se projetam em desafios: chegou a hora!
“Chegou a hora?”, me pergunto constantemente: “É hora de voltar ao Caminho de Santiago de Compostela? Estou preparado para voltar à peregrinação?”.
Sigo buscando e sou inspirado por Mateus 10,9-10: "No llevéis oro, ni plata, ni dinero en el bolsillo, ni zurrón para el Camino, ni dos túnicas, ni sandalias, ni cayado; porque el obrero tiene derecho a su sustento".
Sim, haverá um dia em que seguirei meu Caminho como sugere o Apóstolo. Não sei quando será, mas não temo; e quando chegar a hora estarei preparado... apenas com uma túnica, sem sandálias, sem cajado, apenas eu, como cheguei nesta vida.
Como sempre costuma acontecer comigo quando enfrento dilemas desse tipo, persigo sinais. Uma busca que de tão silenciosa mais parece que não busco; aguardo que os sinais se apresentem. Faço o mínimo esforço, evito movimentos bruscos, não quero me parecer induzido. Afinal, admito a imponderabilidade da forma como se dará, ou se darão os avisos. Utilizo o plural, mas logo me questiono. Afinal, será um? Ah! Um já foi; talvez dois. Haverá outros? Sim, com certeza. Pois eu os espero – sem pressa, apenas atento, pois o mais provável é que seja absolutamente inédito, contundente, absolutamente irrefutável, diferente de tudo que já aconteceu, ou, pelo contrário, muito semelhante das outras vezes. Não, não é possível imaginar o que possa acontecer.
Continuo refletindo, remoendo os pensamentos, aguçando minha visão, imóvel, contemplativo, e me lembro do início do ano passado, 2013, quando vivia esta mesma boa angústia, na dúvida de voltar ao Caminho, programando peregrinar o Caminho Sanabrês. Passava os momentos de lazer me distraindo na preparação da rota: será a partir de Granja de Moreruela? Mas, como chegar a Granja de Moreruela? Em quantas etapas farei? Adotarei o desvio em Verín? Utilizarei a rota tangencial para passar, quem sabe dormir, no Monastério de Oseira?
Em 3 de fevereiro de 2013, ao reconhecer o sinal definitivo, postei em minha página no Facebook: “Muita felicidade encontrar esta pequena concha de vieira negra ao caminhar hoje à beira-mar, na Praia do Embaré, em Santos... Nem é preciso dizer qual era o principal assunto da caminhada... Nem enfatizar o inusitado do achado, não só pelo tamanho minúsculo – numa praia de 7 km de extensão –, especialmente quando se sabe que a espécie, embora encontrada em vários oceanos, é mais comum no Norte da Europa, América do Norte e Japão. Viva Santiago!”
Ora, a concha de vieira é símbolo de Santiago! O improvável encontro para mim foi definitivo, minha agonia parecia silenciar – ou pelo contrário, havia ficado mais intensa. Não, não havia mais o que esperar. Dois dias depois, em 5 de fevereiro, postei na Face: “Adquiri, hoje, o bilhete para Madri, de onde sigo para Zamora, de trem, para peregrinar o Caminho Sanabrês a Santiago de Compostela, em junho. Pronto, falei!”
Tudo correu bem no meu Caminho Sanabrês, ou Mozárabe..., que foi minha quarta peregrinação a Santiago de Compostela e será apresentado em livro, inaugurando, quem sabe, uma nova série após a trilogia “Pedras do Caminho”.
Estou esperto e confiante. O Caminho estará me esperando? Santiago estará me chamando? Pelo sim, pelo não, me preparo... Buen Camino!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Se você perdeu o Viver Bem...

Janaína Hohne entrevista os
jornalistas Sandra Netto e Luiz Carlos

Quem perdeu no sábado 18 o programa Viver Bem, na TV Tribuna, afiliada da Rede Globo no litoral paulista, tem duas opções para conferir a reportagem sobre o Caminho de Assis a Santiago de Compostela: a versão “pirata” está no Yotube, por meio do link  https://www.youtube.com/watch?v=qk7ZnbjQ8D0&list=UUuG1rhrMIh9GMLJJehTeGHw ; e a versão original, no site da TV Tribuna, através do link http://redeglobo.globo.com/sp/tvtribuna/viverbem/videos/t/edicoes/v/programa-viver-bem-18102014/3708927/
Ah! A entrevista está no último bloco do programa, a partir dos 22’45’’.
Buen Camino!